quarta-feira, 10 de julho de 2013

Aprender a Relativizar


Nunca fui paranoica com arrumações e limpezas e roupa passada a ferro como saída da lavandaria. Acho que pertenço ao grupo das descontraídas.
Gosto de tudo limpo (claro!) mas não ando de algodão atrás dos móveis. Gosto de tudo arrumado mas não ando a disparar canhões de raiva só porque a casa está desarrumada. E também não sou daquelas que faz a vida negra à "Maria" só porque lhe estou a pagar para fazer o serviço ou exigir roupa passada com todos os vincos e bibibis. Se cumpre com as tarefas satisfatoriamente para mim é o suficiente e até para a semana e por favor não falte que me faz muita falta. 
Sinceramente faz-me confusão quando me dizem: "ah e tal, estamos a pagar, elas têm de deixar a casa a brilhar". Infelizmente muitas vezes para isso chegam ao extremo de serem muito más para quem trabalha para elas, em nome "de estarem a pagar". Eu não concordo... mas cada um é como cada qual...

Quando casamos a casa era menor e logo mais fácil de limpar mas "o macho lá de casa" nunca foi daqueles Homens de sonho na questão de arrumações e afins. O Homem tem muitas qualidades mas arrumado não é algo que lhe assiste. (Sogrinhaaaaaaaaa, tens tanta culpa! Adiante)
Ao fim de sete anos de casados ainda não consegui que colocasse a roupa dentro do cesto da roupa, ou que perdesse o vicio de atirar as peúgas para os cantos do quarto (sim! é triste mas ele faz isto). Já disse que o "Gervásio" aprende mais rápido que ele mas nem assim...
Já me chateei muito (e ainda tenho ataques de fúria mas mais raramente). 
A maternidade também veio suavizar a fúria doméstica e acentuar o meu processo de relativação. 
Não vale a pena estar a perder tempo a me enfurecer com questões tão menores. Apercebi-me que iria passar mais tempo zangada com eles do que aproveitar o pouco tempo que passamos juntos. 
Aprendi a relativizar. E querem saber? Sabe tão bem! Uma casa é só uma casa.